Anestesia..
Efeito Alucenógeno
Pecado....
Mas um remedio
que me tira da realidade
para um universo perfeito
longe de toda ruina
de toda imperfeição....
Perto do teu carinho
doces lembranças
que me leveram ao céu
o mais perfeito paraiso
que eu sinto não voltar
pois não me quis buscar
garanto que largaria
quase tudo pra ter aqui
essa distante realidade
mas ele ja tem outra realidade
está acima de mim
e não largaria por nada....
Desisto de ser feliz
apenas me conformo com a rotina....
Triste rotina
pois não tenho a magica verdadeira
verdadeiro amor
verdadeiro calor....
São mascaras
apenas mascaras
sorrisos forçados
anseio lógico
de tudo que foi
que não é mais
que veio pra ficar
mas não saciar
a intensa vontade
vontade poética
de amor verdadeiro
que grita dentro de mim...
Me rasga a pele
a cada gesto desesperado
pra sair
sair de mim...
Mudar de corpo
de mente
de vida
mudar todo passado conturbado
em que voce me feriu
com suas armas de manipulação
após cada traição....
No começo desta poesia
ou mero desabafo
ainda não tinha me deparado
com sua nova "amiga"
mas quer saber....
Cansei
pois sei bem do seu interior
homem que quer bem mais além
já me prendeu demais a isso
já me fez chorar demais
eu já te amo sem volta
sem mais cura
sem esquecer...
Mas não mereço nenhuma forma de afeição nova tua
é demais pra mim...
Te ver assim...
Sempre como foi!
Me traindo
me ferindo!
Agora eu confesso
que acabei de criat esperança
destte novo amor me mudar!
E quem sabe a magica encontrar
pra me fazer feliz
sem mais ferir!
O amor antigo vive de si mesmo,
ResponderExcluirnão de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.
Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
ao antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.
Carlos Drummond de Andrade