Sou aquele que aprisiona estrelas no azul profundo de mistério do mar, o que absorve o ouro do amarelo solar, apenas para te presentear numa poesia.
Sou aquele que você jamais deveria ignorar a imatura insistência de amar em fortes soluços de ressentimento, mas também na certeza do nunca vou te deixar.
Sou aquele que se perdeu n'outro tempo, mas que ainda nas horas espera voltar só para sentir teu perfume nos ventos, apenas te roubar dos cabelos o luar.
Me ensina a difícil arte do desapego o descarte do amor carta sem naipe - curinga redistribuído no baralho de um jogo cheio de erros...
Me apaga o fogo do desassossego aliviando o calor das tardes de verão que anoiteceram do laranja ao azul e me afundaram madrugada abissal batendo nas ondas dos teus cabelos
Me mostra o fosco do teu desencanto o amarelo-tempo de uma foto nossa registro de poeira-momento, mágica desses instantes, efeito de nós dois
Me sopra o veneno do ressentimento espalha meu nome feito folha ao vento e veja que, do mesmo jeito que voou tão alto, caiu no esquecimento.
Sou aquele que aprisiona estrelas
ResponderExcluirno azul profundo de mistério do mar,
o que absorve o ouro do amarelo solar,
apenas para te presentear numa poesia.
Sou aquele que você jamais deveria
ignorar a imatura insistência de amar
em fortes soluços de ressentimento, mas
também na certeza do nunca vou te deixar.
Sou aquele que se perdeu n'outro tempo,
mas que ainda nas horas espera voltar
só para sentir teu perfume nos ventos,
apenas te roubar dos cabelos o luar.
Bruno Gaspari
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ResponderExcluirME ACORDA
ResponderExcluirMe ensina a difícil arte do desapego
o descarte do amor carta sem naipe
- curinga redistribuído no baralho
de um jogo cheio de erros...
Me apaga o fogo do desassossego
aliviando o calor das tardes de verão
que anoiteceram do laranja ao azul
e me afundaram madrugada abissal
batendo nas ondas dos teus cabelos
Me mostra o fosco do teu desencanto
o amarelo-tempo de uma foto nossa
registro de poeira-momento, mágica
desses instantes, efeito de nós dois
Me sopra o veneno do ressentimento
espalha meu nome feito folha ao vento
e veja que, do mesmo jeito que voou
tão alto, caiu no esquecimento.
Bruno Gaspari