segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Esquecimento

Eclipse de horas mortas
relógio mudo, incerto
casa vazia de cerradas portas
grande vácuo, deserto.

Cinza que cai nas almas
que as consome
que apaga toda flama
infinito crepúsculo sem nome,
voz morta à voz que a chama.

C.S




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